Terapia Alimentar: Transformando a hora da refeição de um campo de batalha em um momento de paz e descoberta.
Para muitas famílias, o momento de sentar à mesa não é de prazer, mas de tensão, choro e angústia. Pais se sentem culpados e impotentes ouvindo frases como "ele não come nada", "só aceita nuggets e batata", ou vendo o filho ter ânsia de vômito só de olhar para uma fruta.
Na Maternar Humanamente, nós abraçamos essa dificuldade.
A Terapia Alimentar é um processo terapêutico especializado, conduzido por profissionais (geralmente Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais especializados) que visa ampliar o repertório alimentar da criança, não pela força, mas pelo vínculo, pela confiança e pela exploração sensorial.
Para quem é indicada a Terapia Alimentar?
É comum que crianças passem por fases de "chatinho para comer". Porém, a Terapia Alimentar é indicada quando essa dificuldade começa a afetar a saúde, o social ou a dinâmica familiar:
- Seletividade Alimentar Severa: A criança aceita menos de 20 alimentos no total.
- Rigidez de Marcas e Embalagens: Só aceita o iogurte da marca X ou o biscoito do pacote vermelho.
- Recusa por Textura ou Cor: Não come nada "molhado", nada "crocante" ou nada "verde".
- No Autismo (TEA): Crianças neurodivergentes frequentemente têm hipersensibilidade sensorial, tornando certas texturas insuportáveis na boca.
- TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo): Quando a recusa gera perda de peso significativa ou deficiência nutricional.
- Medo de Comer: Crianças que passaram por traumas (engasgos, sondas, internações) e têm medo de engolir.
Como funciona na prática? A Abordagem Lúdica.
Esqueça a ideia de "obrigar a limpar o prato". Isso só gera mais trauma.
Na Maternar, utilizamos abordagens baseadas na Dessensibilização Sistemática e no brincar. Entendemos que comer é um aprendizado, assim como andar ou falar.
Nas sessões de Terapia Alimentar, nós "brincamos" com a comida. O objetivo inicial pode não ser comer, mas sim:
- Tolerar o alimento no mesmo prato.
- Interagir (tocar, amassar, fazer "comidinha").
- Cheirar e aceitar o aroma.
- Provar (lamber, colocar na boca e cuspir se quiser).
- Comer (mastigar e engolir).
Respeitamos essa "Escada do Comer". Quando a criança brinca com o alimento sem pressão, ela baixa a guarda, a ansiedade diminui e a curiosidade surge.
Terapia Alimentar x Nutrição: Qual a diferença?
Na Maternar Humanamente, essas áreas andam de mãos dadas, mas são diferentes:
A Nutricionista calcula o que a criança precisa comer (vitaminas, calorias), prescreve suplementos se necessário e orienta o cardápio da família.
A Terapia Alimentar trabalha o como comer. Trata as questões sensoriais (nojo, textura), motoras (mastigação fraca) e comportamentais (medo) que impedem a criança de comer o que a Nutricionista planejou.
Por isso, nosso tratamento é integrado. Não adianta ter o cardápio perfeito se a criança não consegue colocá-lo na boca.
O Diferencial Maternar: Olhar para a família.
Sabemos que a seletividade cansa os pais. Cozinhar três pratos diferentes em cada refeição é exaustivo.
Nosso trabalho inclui muita Orientação Parental. Ensinamos você a:
- Como apresentar novos alimentos em casa sem estresse.
- Como fazer o "Food Chaining" (encadeamento de alimentos parecidos).
- Como tornar a refeição em família um momento de conexão novamente.
Vamos fazer as pazes com a comida?
Seu filho pode aprender a ter prazer em comer. Dê o primeiro passo para uma rotina mais leve e saudável.